Escola sem Partido em debate


Na noite de quinta-feira (28/09), a Câmara Municipal de Montes Claros realizou através de iniciativa do Vereador Valcir da Ademoc (PTB), audiência pública para discutir sobre o projeto Escola sem Partido. O evento contou com a participação de estudantes dos movimentos de esquerda e direita.

Segundo Valcir, o Escola sem Partido é algo que está sendo discutido em diversos estados. “Montes Claros não poderia ficar fora desse debate. A audiência foi proveitosa, pois pudemos ouvir os dois lados dessa discussão”, ressaltou.

O coordenador do projeto Escola sem Partido, Miguel Nagib, explicou o conteúdo da proposta, e destacou que o projeto é sobre democracia. “A principal prioridade da proposta é possibilitar que os alunos possam ter liberdade de consciência e crença, pois as crianças estão em processo de formação de pensamento e não devem ser influenciadas por ideais dos educandos”, explicou Nagib.

O representante da União Colegial de Minas Gerais, Glauberty Reis, pontuou que a luta dos estudantes brasileiros é símbolo de resistência no país. “O Escola sem Partido não tem finalidade democrática, uma vez que política deve ser debatida entre os estudantes. Temos infinitas falhas na educação e queremos um ensino público e de qualidade. O projeto deve envolver todas entidades educativas, de todos os movimentos”, postulou.

Representando o Direita Minas, Bruno Engler, afirmou que o estudante tem direito de ser conservador ou comunista. “O aluno não deve ser influenciado por instituições de educação, o Escola sem Partido é um projeto da democracia. A função do professor é ensinar o conteúdo programático, já ideologia é obrigação da família e não da escola”, disse Engler.

VOZ DO POVO

Brenda Carvalho, movimento Correnteza, ressaltou que a lei tira os direitos dos estudantes debaterem política dentro das escolas. “Toda instituição de ensino deve ter senso crítico. E é na escola que aprendemos a viver com diferentes pontos de vista e respeitá-los”.

Débora Fernandes, Direita Minas, destacou que a fala tem o poder de denominação e que é preciso conhecer a fundo sobre os projetos ideológicos. “Fui muito influenciada por meus professores, hoje leio, busco conhecer sobre os assuntos em debate e formar minha própria opinião. Sou a favor do Escola sem Partido”.

Isabela Catrinck, diretora do Sindicato dos Professores de MG, questionou a necessidade de mais representantes na audiência e pontuou que o Escola sem Partido é exclusão e não inclusão. “Temos que discutir todos os assuntos debatidos na sociedade dentro da sala de aula, como gênero sexual e política e assim aprendermos a viver com as diferenças”.

Ludmila Gomes, Direita Minas, disse que o jovem tem que se mobilizar e reivindicar pelo que acredita, contudo, não podem ser movidos por professores. “Mesmo que seu pensamento seja diferente do meu, não deixe de lutar. Mas não sejam manipulados, que isso seja a sua vontade”.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Montes Claros