Câmara visita barragem e busca apoio do MP

Preocupada com a crise hídrica, que se agrava com o passar do tempo, sem chover regularmente, a Câmara Municipal pretende buscar ajuda do Ministério Público do Meio Ambiente, para apurar denúncias de que a reflorestadora Plantar abriu poços às margens do Rio Juramento e fez barramentos, usando a água para irrigar o plantio de eucalipto, impedindo-a de chegar à barragem da Copasa, que hoje opera com apenas 25% de sua capacidade. A questão foi levantada na manhã dessa quinta-feira, quando vereadores visitaram a barragem e constataram seu baixo nível, o que leva a empresa a buscar alternativas para garantir o abastecimento a Montes Claros, nos próximos meses.

Presidente da Câmara Municipal, o vereador Cláudio Prates, do PTB, espera agendar audiência nesta sexta-feira com a promotora Aluísia Beraldo Ribeiro, da Curadoria do Meio Ambiente, para discutir sobre a atuação da reflorestadora em Juramento, que contribui para que o nível da barragem esteja baixo, com dificuldades para garantir água nas torneiras de milhares de consumidores na cidade. Para ele, é inadmissível abrir poços às margens do rio Juramento, o que acaba por prejudicar sua vazão. Além disso, garante, não se pode aceitar que sejam feitas barragens no mesmo rio, represando a água em prejuízo de produtores às suas margens e também impedindo-a de chegar à barragem de Juramento para aumentar seu volume e atender Montes Claros.

Para o vereador, o pior é que as informações dão conta de que se está usando a água do Rio Juramento, que seria para abastecer a população, neste momento crítico de crise hídrica, para irrigar plantação de eucalipto. Por conta disso, afirma, o Ministério Público precisa intervir para, se for o caso, acionar a Justiça no sentido de se resolver o problema e impedir que a empresa continue agindo desta forma, em flagrante desrespeito a mais de 400 mil pessoas de Montes Claros, que dependem da água para sobreviver. Segundo ele, não se pode aceitar que o problema continue se agravando por causa da empresa.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal e funcionário aposentado da Copasa, o vereador Sóter Magno, do PP, voltou a defender a realização de intensa campanha com o objetivo de sensibilizar o governo federal a viabilizar o projeto da barragem de Congonhas. Para ele, a barragem é a alternativa mais viável para se garantir o abastecimento da cidade, nos próximos 50 anos. Entretanto, reclama que falta interesse e vontade política do governo para tirar o projeto do papel.

TRISTEZA

Natural de Juramento, o vereador Leão, do PSDC, eleito em outubro do ano passado para cumprir o primeiro mandato à Câmara Municipal de Montes Claros, lembrou os tempos em que viva lá e os rios eram caudalosos, com água de sobra. Mas hoje está triste com esta situação, com a barragem sem água suficiente para atender a população montesclarense. Todos os vereadores retornaram preocupados com a situação.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Montes Claros