Vereadores apoiam paralisação dos caminhoneiros e alertam população sobre os aumentos indevidos no preço de produtos

Vereadores apoiam paralisação dos caminhoneiros e alertam população sobre os aumentos indevidos no preço de produtos Ascom CMMC

Paralisados em todo o País, há nove dias, os caminhoneiros receberam o apoio de vereadores do Legislativo montes-clarense, que se declararam a favor da ação, durante a reunião ordinária desta terça-feira (29).

No Norte de Minas, a categoria está parada em cinco pontos da BR-251, na BR-365, 135, MG-122 e 401. Há ainda veículos estacionados em postos de combustíveis e às margens das rodovias. Segundo a Polícia Militar, caminhoneiros também estão parados na rodovia MG-135, em Pedras de Maria da Cruz, até a manhã desta terça-feira. O principal motivo da paralisação é o substancial aumento do preço dos combustíveis, sobretudo do diesel, considerado abusivo pelos profissionais da estrada.

Durante a reunião, os parlamentares mostraram descontentamento em relação ao aumento do preço dos combustíveis e apoio a causa dos caminhoneiros que estão em greve. Para os vereadores, a paralisação em todo o País, é válida e mostra o descontentamento da classe com o atual Governo, bem como de grande parte da população que também apoia a greve.

O presidente da Casa, o Vereador Cláudio Prates (PTB), ressaltou que “é preciso que haja ordem e que os pedidos dos caminhoneiros sejam atendidos de fato, já o profissional está pagando para trabalhar, com alta do combustível e queda no valor do frete”, falou.

Os parlamentares chamaram a atenção sobre as medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer, que prevê a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.

“O movimento não cedeu a greve, porque são medidas que não resolvem o problema. Para compensar o subsídio no diesel, o Governo quer subir outros impostos, o mesmo que dar com uma mão e tira com a outra”, falou o vereador Idelfonso da Saúde (MDB).

Wilton Dias (PHS) falou que a população precisa abraçar a greve.

“Os caminhoneiros estão no caminho certo, porque sabem o poder que tem, e a suas pautas são para melhorar as condições para todos nós. Todos têm que ser caminhoneiros, porque não tem como, essa gasolina que sai para outros países por um preço baixo sair tão cara para o brasileiro”, disse.

O vereador Rodrigo Cadeirante também falou sobre a importância da comunidade estar ao lado dos caminhoneiros, mas atenta aos aproveitadores.

“Muitos aproveitam o momento turbulento para lucrar em cima da população, extrapolando os preços dos produtos. Situação que precisa ser denunciada, e esses aproveitadores punidos”, falou Rodrigo.

O vereador Leão (PSDC) compartilha do pensamento dos grevistas e pediu cautela da população com a grande mídia que tem distorcido as informações para tentar burlar o movimento.

“Acho que a greve começou tarde. É preciso que o povo brasileiro saia das poltronas dos sofás, se unam aos caminhoneiros do Brasil. É uma vergonha o preço da gasolina, está uma vergonha o nosso país. Mais vergonhoso ainda são emissoras e políticos aproveitarem o momento para difundir notícias falsas sobre os efeitos da greve. Nossa saúde sempre afetada pela falta de compromisso dos governantes, e não é a greve que está piorando isso”, frisou.

Ailton do Vilage (PHS) afirmou que a classe dos caminhoneiros está sobrecarregada e não tem mais como trabalhar e levar a produção de grãos e alimentos para o País da forma como esta. E que é fundamental que toda a comunidade preste sua solidariedade à classe, já que suas atividades impactam a todos.

“Eles estão reivindicando melhorias que vão beneficiar não só a categoria dos caminhoneiros, e sim toda a população. Convocamos todas as classes do município a se juntar a eles, vamos incorporar e engrandecer essa luta”, falou.

Já o vereador Ildeu Maia (PP), ressaltou sobre os efeitos negativos que a greve pode trazer se estender por mais tempo.

“As reivindicações são válidas, mas esse movimento pode trazer inúmeros problemas se continuar por mais dias. É preciso levar em conta que mesmo com o fim da paralisação, o país vai demorar dias para normalizar. Logo estaremos em uma situação difícil com falta do essencial para a população”, afirmou.

Os parlamentares também ressaltaram sobre a importância dos consumidores na cobrança abusiva dos estabelecimentos comerciais, durante o período de paralisação.

“O consumidor deve exigir nota fiscal, com discriminação do valor pago por litro de combustível e a quantidade abastecida, para documentar casos de preços abusivos que vem sendo praticados a pretexto da paralisação dos caminhoneiros. O mesmo vale para o valor do botijão de gás e outros itens, que estão muito acima do valor real. Esses empresários que estão se aproveitando da crise, devem ser denunciados ao Procon”, afirmou a vereadora Maria Helena (PPS).

Assessoria de Comunicação Câmara Municipal de Montes Claros