“Câmara Municipal e outras empresas foram vítimas de tentativa de clonagem de cheques”, afirma gerente da Caixa

“Câmara Municipal e outras empresas foram vítimas de tentativa de clonagem de cheques”, afirma gerente da Caixa ASCOM Câmara Montes Claros

O gerente da Caixa Econômica Federal, Arthur Magno, se reuniu nesta quinta-feira (08), a pedido da Presidência da Câmara Municipal de Montes Claros, Cláudio Prates, com todos os Parlamentares para explicar a tentativa de clonagem de três cheques da Casa Legislativa.

Arthur Magno, Gerente da Conta da Câmara na Caixa Econômica Federal em Montes Claros, afirma que "a Câmara foi vítima, nesse caso, não tem como afirmar agora de onde saíram os cheques. No mês de novembro do ano passado tivemos um roubo de malote em Sete Lagoas, nele estavam cheques de todos os bancos de Montes Claros. Assim, entendemos que eles tiveram acesso a estas folhas, a copiaram, alteraram a numeração e apresentaram-na. A Caixa devolveu a primeira folha porque a conta recebedora, que geralmente é uma conta de laranjas, já tinha sido notificada por uso em fraudes. Quero que fique claro que não é comum, mas que tem ocorrido com maior frequência”, diz o Gerente.

Ele também afirma que "desde setembro surgiram sete casos de clonagem de cheques, em Montes Claros. Desarmamos um esquema, porém, muitas vezes os bandidos estão a um passo à frente, em modo operante novamente. É importante que fique claro que a Câmara não teve prejuízo, pois o controle financeiro da Câmara é perfeito, nós estamos sempre em contato".

O Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, Vereador Cláudio Prates (PTB) destacou que, não recai nenhuma dúvida ou suspeita sob a Câmara Municipal. Este episódio tomou outras proporções por se tratar de uma Casa Política.

"O reforço, por parte do Gerente da Caixa, se faz de fundamental importância, para destacar que esta, é uma entre inúmeras outras situações, que atingem tanto instituições quanto pessoas físicas. A decisão de monitorar por alguns dias se deu devido ao fato de não sabermos quantos cheques poderiam entrar. Entendemos que não houve prejuízo nenhum, já que tínhamos notificado de forma sigilosa algumas pessoas que estavam monitorando. Não houve em nenhum momento intenção de esconder o fato, porém, precisávamos monitorar para ter conhecimento do possível risco de ter saído daqui", afirma. 

Ivan Fonseca, Assessor Técnico Financeiro, pontuou que a Câmara mantém um sistema de acompanhamento diário das contas da Casa.

"No mês de dezembro verifiquei o extrato e tinha um cheque devolvido, porém, o valor não batia, e a partir da numeração percebemos que ele ainda não havia sido emitido, e Caixa já havia feito a devolução. Alguns dias após a primeira consulta surgiram cheques no valor de R$19.800 e R$5.800, ambos foram comunicados e devolvidos pela Caixa. Recebi cópias dos cheques para análise e constatamos que se tratava de réplicas dos talões de cheques da Câmara, com assinaturas próximas aos originais. Continuamos o monitoramento, contudo nenhum outro cheque foi dado entrada. A Câmara tem 27 anos de independência financeira, 27 anos que se utiliza de cheques para efetuar pagamento. Esta é a primeira vez que esta tentativa ocorreu", afirma Ivan. 

O caso está nas mãos da polícia. Caso, a Caixa tivesse pago os cheques, a Câmara apresentaria uma contestação e teria o valor ressarcido. Após o ocorrido, a Câmara reduziu em 90% a utilização de cheques. A empresa, que supostamente receberia os cheques, foi procurada pela Câmara e afirmou que nunca recebeu nenhum valor da instituição. A Polícia Civil já solicitou imagens dos documentos à gerência da Caixa Federal.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Montes Claros