Novembro Azul: Câmara promove palestra sobre saúde do homem

Novembro Azul: Câmara promove palestra sobre saúde do homem ASCOM Câmara Montes Claros

A expectativa de vida do homem no Brasil é de 72,2 anos, enquanto que a da mulher é de 79,4 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E um dos fatores que explicam esse menor índice é baixa preocupação do homem com a própria saúde e ainda uma doença exclusivamente masculina, o câncer de próstata que pode atingir um a cada seis homens.

Pensando nisso, a Câmara Municipal de Montes Claros, promoveu na tarde desta segunda-feira (04/12), uma palestra, no plenário da Câmara, onde a médica oncologista, Priscila Bernardino, explanou sobre o Novembro Azul, mês em alusão ao combate ao câncer de próstata. O mundo inteiro se mobiliza, nesse período, para lembrar o público masculino sobre o auto-cuidado com o corpo, especialmente para prevenir o câncer de próstata que no Brasil é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), de acordo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A oncologista, Priscila Bernardino Miranda Soares, natural da cidade e tida como referência no assunto, conversou com os participantes do evento gratuito, explicando sobre o câncer que atinge o público masculino e sanando as dúvidas a cerca do assunto, entre elas, os sintomas que levam a descoberta da doença.

“É importante ter esse momento de bate-papo, tirando todas as dúvidas sobre o assunto. Em relação aos sintomas, geralmente são urinários. O paciente diz que vai ao banheiro, deita e em uma hora quer ir ao banheiro de novo e ,com isso, ele fica naquela via-sacra de banheiro, cama, banheiro, cama. Além disso, o jato enfraquece e a dor, mas este não é o único sintoma, um paciente, de 1962 anos, chegou ao meu consultório hoje porque estava com dor na bacia e ele procurou ortopedista que pediu tomografia que evolui para uma ressonância e descobriu que a próstata dele estava com câncer e já com metástase nos ossos. Não estou dizendo que dor nas costas é porque é câncer, mas toda dor que não passa deve ser investigada”, disse a médica.

Outro assunto fundamental é o diagnóstico que quanto mais cedo realizado, mais eficaz o tratamento.

“A primeira coisa é o PSA, que é o exame de sangue e faz parte dos métodos de rastreamento, mas ele não é o método mais importante, embora seja um exame super útil o principal é o toque. É rápido e não dói, essa história do preconceito passou, precisamos andar para frente e não para trás. Chega de piadinhas, o que precisamos é a consciência da saúde, o toque é o exame mais importante para descobrir o câncer quando ainda está no silêncio, antes que ele se manifeste”, ressalta a oncologista.

Priscila é muito conhecida pelo trabalho desenvolvido com pacientes que tem câncer e por ser presidente da Associação Presente, que acolhe pessoas vítimas da doença e conta com uma grande e capacitada equipe composta por assistente social, psicólogo, nutricionista, contador, médicos, enfermeiros e demais colaboradores na área administrativo-financeira.

“É muito importante dizer que a sociedade montes-clarense precisa de maiores políticas públicas. Foram feitos levantamentos em nossa cidade e uma pessoa, um homem quando deseja consultar com urologista ele demora nove meses para conseguir uma consulta. Nós precisamos diminuir essa desigualdade. Em sete anos de mutirão realizados pela Associação Presente, nós atendemos 10,228 pessoas. Estes registros estão todos guardados, catalogados por ficha porque temos uma equipe de estatística da Unimontes, coordenado pela professora Marisa Fagundes, que presta um serviço voluntário e vai ao mutirão fazer este levantamento. Nós começamos as 6h e terminamos as 19h, somente neste ano, atendemos quase 2,500 mil pessoas”, diz orgulhosa a oncologista.

A necessidade de se falar sobre o câncer de próstata é uma realidade provada pelo número de homens que procuram por atendimento médico.

“O que me encanta são duas coisas, a primeira é a quantidade de pessoas que buscando ajuda conseguiram ter acesso. Infelizmente, não conseguimos atende 1,500 homens que estavam na fila dobrando a praça. Atendemos 601 homens e por falta de urologista não atendemos os outros, fui uma um entregando um filtro solar e pedindo desculpa. Era tanto homem querendo ajuda, precisando ser examinado e isso me faz pensar que acabou o preconceito e as pessoas querem agora é ajuda. O que me encanta é que dessa quantidade de pessoas, não tiveram só as que tiveram diagnóstico, mas também aquelas que fizeram os exames e descobriram que está tudo bem”, diz a médica.

História

O Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, Cláudio Prates (PTB), sabe na pele o que é receber a notícia do diagnóstico de câncer. O parlamentar recebeu a triste notícia no ano de 2013, após um raio-x para avaliação cardíaca visando uma cirurgia no joelho. Alguns dias após a intervenção, já recuperado através da fisioterapia, ele fez uma tomografia, cujo resultado saiu no último dia 20 de maio e foi constatada a presença de linfonodos e uma massa volumosa dos mesmos, sugerindo doença linfoproliferativa (câncer) e uma biopsia, realizada no dia seguinte, constatou se tratar de um tumor cancerígeno denominado linfoma de Hodking, na região do mediastino em fase inicial.

“Todos sabem que em 2013 eu fui visitado pelo câncer, enfrentei um ano de tratamento, mas além de todo trabalho, cuidado médico, sem a mão de Deus não daria certo. Em três meses de tratamento fiz raio-x no tórax e havia reduzido a metade do tumor e levei o exame para a Dr. Príscila olhar na esperança que ela elogiaria e parabenizar, ela olhou e fez um comentário que tenho certeza que não foi dela, foi Deus quem falou, ela disse que estava ótimo, mas poderia ser melhor e me disse para consultar o meu coração e ver o que precisava colocar para fora e perdoar e isso casou com uma visita do Dr. Eduardo Mendes que veio falar sobre o amor que cura ele citou a história de um médico que trabalhava com pacientes usando pilulas espirituais que é a gratidão, palavras e eu peguei isso, fui fazendo esse exercício e simplesmente 28 dias depois eu fui fazer o exame e o câncer havia desaparecido”, relatou o Presidente.

Entre as dúvidas dos participantes do evento, estava a relação da tristeza com o câncer e a médica oncologista disse o seguinte: “Na prática eu como médica, a tristeza tem relação, nós sabemos que a imunidade é mais baixa quando vivemos momentos de tristeza. Tem um estudo australiano que eles coletaram salva em pessoas extremamente felizes, que tinham acabado de assistir filme e em pessoas internadas porque estavam fazendo tratamento de depressão. Eles descobriram que inclusive as células de defesa estavam mais baixos em quem estava internado. Como médica, que segue uma ciência eu digo que isso ainda está sendo estudado, esses casos de tristeza, depressão e outros”.

Todas as fotos estão disponíveis na fanpage da Câmara.

 

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Montes Claros